quarta-feira, 28 de novembro de 2012

1.700 gigatoneladas de carbono

Segundo um estudo apresentado esta terça dia 27 na 18ª Conferência do Clima da ONU, no Qatar (Doha), onde mais de 190 países discutem como vão lidar com as mudanças climáticas, o permafrost, solo permanentemente congelado e que cobre quase um quarto do hemisfério norte, está a derreter por causa do aquecimento global. O seu desaparecimento pode piorar ainda mais a concentração de gases na atmosfera com efeito de estufa.

De acordo com o trabalho, todo o permafrost, que se estende por países como Rússia, Canada, China e Estados Unidos, contém, na forma de matéria orgânica congelada, 1.700 gigatoneladas (Gt) de carbono, duas vezes mais do que existe actualmente na atmosfera. A sua libertação pode amplificar significativamente o aquecimento global já em curso.
Segundo Kevin Schaefer, da Universidade do Colorado, e coordenador do estudo, o que pode ocorrer é um movimento que ele chamou de "permafrost carbon feedback". "E uma vez que ele seja iniciado, será irreversível. É impossível colocar a matéria orgânica de volta ao permafrost."

Actualmente, a camada de gelo, que chega a ter mais de dois metros de espessura, apresenta já uma diminuição de tamanho. O derretimento do permafrost, para além do impacto na atmosfera, pode afectar os ecossistemas bem como as infraestruturas construídas sobre o gelo permanente.
Segundo o cientista, qualquer meta de redução de emissões pode ser muito baixa uma vez que nos próximos anos 39% das emissões podem vir do derretimento do permafrost.

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