domingo, 4 de novembro de 2012

Crítica ao capitalismo e decrescimento

Falar de capitalismo, sejamos contra ou favor, deverá basear-se no choque com a realidade e não em qualquer opção ideológica clássica, como esquerda e direita.
A clássica dicotomia entre direita e esquerda, nada tem a ver com a possibilidade de superação do modelo insustentável de crescimento económico contínuo. A esquerda é tão inútil como a direita. Ambos são produtivistas e trabalhistas, apenas diferindo, teoricamente, na forma de distribuição do capital gerado.
Muitos dos grupos ecologistas, mesmo os mais radicais, parecem também falhar na crítica ao modelo do crescimento, embarcando alegremente no embuste do crescimento sustentável.


O capitalismo gera repetidas e graves crises económicas e está condenado à auto-destruição, pela incapacidade de perpetuar o actual sistema económico baseado num crescimento contínuo dentro de um planeta finito. É cada vez mais claro que estamos a ultrapassar muitos limites ambientais, de modo que a única estratégia que parece viável no médio e longo prazo, é a diminuição, ou seja o decrescimento. Na verdade podemos postular 3 tipos de decrescimento. O decrescimento feliz ou voluntário; o decrescimento infeliz e o decrescimento apocalíptico. Estamos actualmente no decrescimento infeliz (ou involuntário) com todos estes cortes, impostos, austeridade e desemprego. Mas o sistema vigente chama-lhe crise.

A via do decrescimento que alguns economistas e outros pensadores defendem, não supõe um crescimento negativo (não se trata de fazer o mesmo mas em menor quantidade), mas a mudança para um novo modelo.

A questão do decrescimento é a diferença entre crescer em obesidade e crescer em humanidade.

Voltarei a este assunto.



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