terça-feira, 21 de maio de 2013

Economia de totós


São cada vez mais frequentes as teses em meio académico (no estrangeiro), com análises no âmbito económico que já não se referem às crises do nosso tempo apenas como ciclos em que se esgotam modelos políticos, empresariais e sociais - à espera de que novas fórmulas sejam capazes de levar a novos ciclos de crescimento económico. As novas teses centram-se progressivamente na análise do que podemos caracterizar como uma caminhada rumo à exaustão dos limites físicos do planeta - o que implicaria a impossibilidade de continuar a tentar caminhos que exijam maior consumo de  recursos naturais, com o objectivo de assegurar o crescimento económico.

A economia não é uma ciência exacta, é parte das ciências sociais. A economia encerra uma ideologia/crença no crescimento infinito Tem vivido numa lógica fechada, como se fosse autónoma da ecologia planetária. A economia foi levada a um beco sem saída, ficou estéril, por não considerar devidamente os limites físicos da realidade. Nas condições actuais dos recursos, é impossível manter 7 biliões de pessoas com um padrão de vida semelhante ao dos países desenvolvidos.

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